os prazeiros do vale de zambeze
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Os prazos de vale do Zambeze

Nesta lição vais aprender como surgiram os prazos do vale Zambeze, o seu papel no processo da penetração portuguesa no nosso país, o comércio de escravos nos ‘’ PRAZOS ‘’ , como sua principal base económica, e a consolidação do seu poder político.




Os prazos de vale do Zambeze

Oque entendes por prazos?

No final desta aula vais aprender acerca dos prazeiros.


Os prazos de vale do Zambeze




Apalavra PRAZO surge no século XVII (1600) em Portugal. Assim, chamava -se PRAZO à terra concedida mediante o pagamento de uma renda anual para um período (prazo) de duas ou três vidas ou três gerações (pai filho e neto).

Terminando o PRAZO, a terra voltava a coroa, a quem se considerava que pertencia.

 

Portugal impõe tributos sobre proprietários das terras de Zambeze

Em 1650, o rei de Portugal decidiu que as terras do vale do Zambeze pertenciam a Portugal e que todos os proprietários tinham de pagar tributos.

Assim, estas terras passavam a ser alugadas aos antigos ocupantes (indianos e portugueses) por um prazo de tempo. Os que alugavam os prazos (ou terras) eram chamados prazeiros.

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Os donos destas terras raramente pagavam algo a Portugal e não si sentiam vassalos da coroa portuguesa. Cada um deles era rei de si próprio, e muitas vezes lutavam entre si pelo controlo de mais áreas e eram inimigos dos governantes portugueses.

Possuíam grandes exércitos de A-chicundas que tinham missão de proteger as terras do senhor dono da prazo e seus aliados, faziam guerras, caçavam escravos e animais do mato e mineravam.

Os camponeses eram obrigados a pagar uma renda em géneros chamada Mussoco, e produziam alimentos para os senhores e seus cativos.

O comércio dos escravos era principal actividade dos prazeiros, que, para os capturar, eram obrigados a fazer guerras.

Os prazeiros quando tinham dificuldades em bater escravos, chegavam a vender os próprios guerreiros A-Chicundas.

Apesar de a escravatura ter sido a abolida em 1836, os prazeiros continuaram com esta actividade até cerca de 1900.

Os prazeiros tinham boas relações com alguns chefes locais.

 

Os casamentos como formas de obtenção de terras

Muitos dos prazeiros, como forma de obter mais terras e poder, casavam com as filhas dos chefes locais e, a traves do casamento, tornavam-se membro das família dos reinos daqueles, aprendiam os hábitos e a cultura locais, falavam as línguas da região, vestiam –se à maneira dos locais e praticavam oculto aos antepassados.

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Temos o exemplo de um dos grandes prazeiros do vale do Zambeze, o ‘’Bonga’’ de Massagano, cujo nome era Joaquim Vicente Cruz que, com o seu filho, foram muito temidos. Eles lutaram contra os portugueses.




Para si defender dos ataques dos Nguni, construiu uma aringa, que eram espécie de quartel. A famosa Arringa de Bonga.

 

Outros prazos são: Massingira, Gorongosa, Makololo, Maganja, Carazimamba, Kanyenga, Matakenya.

 

Actividades

  1. Por que razão Portugal tinha interesse em enviar portugueses e indianos cristão de Goa para ocupar terras em Moçambique?

  2. Qual era actividade mais importante dos prazeiros?

  3. Qual era o papel dos A-Chicudas no prazo?

  4. Faz a mapa de Mozambique e assinala a zona que era ocupada pelos prazos.

 


Recordemos

Os prazos de vale do Zambeze surgem com a necessidade de os portugueses garantirem e defenderem as rodas comerciais. Também era objectivo dos mesmos permitir a livre circulação de produtos de troca.

Os chefes eram prazeiros que possuíam terras e cativos bem como grandes exércitos de A-Chicundas.

A base económica era a cobrança de impostos aos camponeses, as guerras e o comércio dos escravos.

 


Bibliografia:

NHAPULO, Telésfero de Jesus . BILA, Helena 

5. classe. Eu e os Outros

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