Artigos

Ética refere-se ao comportamento certo e errado?

Introdução:

Ética refere-se ao
comportamento certo e errado. O presente trabalho feito da Ética Social relata
questões relacionadas com a conduta humana neste caso as virtudes
profissionais, das quais: 

Honestidade, competência, prudência, coragem,
perseverança, compreensão, humildade, imparcialidade e optimismo, tendo como
objectivo clarificar cada uma das virtudes.



Na sua realização, usou-se o método
de investigação, como fontes de aquisição dos conteúdos. Para a melhor
compreensão do leitor, o trabalho está estruturado da seguinte maneira: 





Índice

Introdução:. 5

Virtudes Profissionais;

Conceito da ética;

Valores;. 6

Formação de Valores;. 6

Virtudes;
  • HONESTIDADE

  • SIGILO
  • COMPETÊNCIA
  • PRUDÊNCIA
  • CORAGEM
  • PERSEVERANÇA
  • COMPREENSÃO
  • HUMILDADE
  • IMPARCIALIDADE
  • OTIMISMO
  • Conclusão:
  • Bibliografia:




VIRTUDES PROFISSIONAIS


Conceito da ética

Na
prática profissional, código de ética fornece as orientações para um cuidado
seguro. Erguido sobre os fundamentos da ética médica e de enfermagem básica, o
campo da bioética que se desenvolveu durante as duas últimas décadas.

Valores


O
valor é uma crença pessoal sobre a validade de determinada ideia, atitude,
hábito ou objecto que estabelece padrões que influenciam o comportamento. 

Os
valores variam entre as pessoas, desenvolvendo e alternado com o passar do
tempo.

Trata do agir humano este não pode ser, e na
medida em que ser analisado sem os valores. Nós não podemos ver os valores, mas
podemos sentir sua presença e força

 

Formação de Valores

As
pessoas adquirem os valores de muitas maneiras. A compreensão sobre os valores
começa na fase inicial da infância, sendo influenciada pelo modo através do
qual uma criança é criada. O carácter dos pais influencia o que as crianças
iram valorizar como adultos. Finalmente, a experiência individual influencia o
que vamos valorizar


Virtudes

A
virtude corresponderia a um “… padrão de comportamento ou sentimento: uma
tendência para agir de certa maneira e desejo de sentir certas coisas em certas
situações. (…) Implica um juízo inteligente sobre a resposta apropriada à
situação em que nos encontramos.” (Boto, 2000).

Nesta
pequena definição encontramos praticamente todos os conceitos relevantes que
servem de base a esta teoria (Boto, 2000; Warburton, 1998):

Virtude – conceito
que abraça a prática no sentido de que se desenvolve com a experiência de cada
um e pela observação (imitação) de outros mais “virtuosos” e/ou experientes. É
considerada uma “disposição de carácter” e requer raciocínio, julgamento,
ponderação, entre outras características, correspondendo a “… uma razão recta
relativa às questões de conduta…” desenvolvida pelo hábito de praticar o
comportamento considerado adequado.
 




VIRTUDES
PROFISSIONAIS


 Não obstante os deveres de um profissional, os
quais são obrigatórios, devem ser levadas em conta as qualidades pessoais que
também concorrem para o enriquecimento de sua actuação profissional, algumas
delas facilitando o exercício da profissão

 

HONESTIDADE:


 A honestidade está relacionada com a confiança
que nos é depositada, com a responsabilidade perante o bem de terceiros e a
manutenção de seus direitos. 

É muito fácil encontrar a falta de honestidade
quanto existe a fascinação pelos lucros, privilégios e benefícios fáceis, pelo
enriquecimento ilícito em cargos que outorgam autoridade e que têm a confiança colectiva
de uma colectividade.


ARISTÓTELES (1992, p.75) em sua “Ética a Nicômanos” analisava a
questão da honestidade.

Outras pessoas se excedem no sentido de obter qualquer
coisa e de qualquer fonte – por exemplo os que fazem negócios sórdidos, os
proxenetas e demais pessoas desse tipo, bem como os usurários, que emprestam
pequenas importâncias a juros altos. 

Todas as pessoas deste tipo obtêm mais do
que merecem e de fontes erradas.

Exemplo de falta de honestidade: Um
contabilista que, para conseguir aumentos de honorários, retém os livros de um
comerciante, está sendo desonesto.

SIGILO:

O
respeito aos segredos das pessoas, dos negócios, das empresas, deve ser
desenvolvido na formação de futuros profissionais, pois trata-se de algo muito
importante. Uma informação sigilosa é algo que nos é confiado e cuja
preservação de silêncio é obrigatória. 

Revelar detalhes ou mesmo frívolas
ocorrências dos locais de trabalho, em geral, nada interessa a terceiros e
ainda existe o agravante de que planos e projectos de uma empresa ainda não
colocados em prática possam ser copiados e colocados no mercado pela
concorrência antes que a empresa que os concebeu tenha tido oportunidade de
lançá-los.

Exemplo de falta de sigilo: O
profissional de saúde que divulga o resultado do teste dum paciente com doenças
crónicas.



COMPETÊNCIA:

Competência,
sob o ponto de vista funcional, é o exercício do conhecimento de forma adequada
e persistente a um trabalho ou profissão. Devemos buscá-la sempre.

 “A
função de um guitarrista é tocar guitarra, e a de um bom citarista é tocá-la
bem.” (Aristóteles, p.24).

É
de extrema importância a busca da competência profissional em qualquer área de actuação. 

Nem sempre é possível acumular todo conhecimento exigido por determinada
tarefa, mas é necessário que se tenha a postura ética de recusar serviços
quando não se tem a devida capacitação para executá-lo.

Exemplo de falta de competência: Pacientes
que morrem ou ficam aleijados por incompetência médica.

Exemplo de competência:
professor que leva seus alunos da 1ª classe no final de aula a saberem ler e
escrever.

PRUDÊNCIA:


Todo
trabalho, para ser executado, exige muita segurança. A prudência, fazendo com
que o profissional analise situações complexas e difíceis com mais facilidade e
de forma mais profunda e minuciosa, contribui para a maior segurança,
principalmente das decisões a serem tomadas.

“A prudência é indispensável
nos casos de decisões sérias e graves, pois evita os julgamentos apressados e as
lutas ou discussões inúteis.” (Aristóteles, p.24).

Exemplo de prudência:
no acto de leccionação da matéria o professor deve-se acautelar para evitar
conduzir ao erro a milhares de estudantes

 CORAGEM:

 Todo profissional precisa ter coragem, pois
“o homem que evita e teme a tudo, não enfrenta coisa alguma, torna-se um
covarde” (Kombo, p.23 apud Aristóteles).

  Segundo
Barros (2010,p.8) apud Rachman (1984), falar de coragem é falar do medo a ser
superado.

A
coragem nos ajuda a reagir às críticas, quando injustas, e a nos defender
dignamente quando estamos cônscios de nosso dever. 

Nos ajuda a não ter medo de
defender a verdade e a justiça, principalmente quando estas forem de real
interesse para outrem ou para o bem comum.

Exemplo de coragem: Salvar
alguém pondo em risco a própria vida.

PERSEVERANÇA:

Qualidade
difícil de ser encontrada, mas necessária, pois todo trabalho está sujeito a
incompreensões, insucessos e fracassos que precisam ser superados, prosseguindo
o profissional em seu trabalho, sem entregares a decepções ou mágoas.

“É
louvável a perseverança dos profissionais que precisam enfrentar os problemas
do subdesenvolvimento.” (Cortina p. 40)

Exemplo: numa
instituição
é
falta de perseverança ao seguir nas atitudes que fracassam o trabalho na qual
foste eleito parra exercer.

COMPREENSÃO:


“Qualidade
que ajuda muito um profissional, porque é bem aceita pelos que dele dependem,
em termos de trabalho, facilitando a aproximação e o diálogo, tão importante no
relacionamento profissional. ” (Aristóteles, pp.38-39).

 É bom, porém, não confundir compreensão com
fraqueza, para que o profissional não se deixe levar por opiniões ou atitudes,
nem sempre, válidas para eficiência do seu trabalho, para que não se percam os
verdadeiros objectivos a serem alcançados pela profissão. 

Vê-se que a
compreensão precisa ser condicionada, muitas vezes, pela prudência. 

A
compreensão que se traduz, principalmente em calor humano pode realizar muito
em benefício de uma actividade profissional, dependendo de ser convenientemente
dosada.

Exemplo de compreensão: Valorização
das opiniões dos outros.



HUMILDADE:




O profissional precisa ter humildade suficiente para admitir que não é o dono
da verdade e que o bom senso e a inteligência são propriedade de um grande
número de pessoas. ” (Aristóteles, pp.38-39).


Humildade é qualidade que carece de melhor interpretação, dada a sua
importância, pois muitos a confundem com subserviência, dependência? Quase
sempre lhe é atribuído um sentido depreciativo. ” (Aristóteles, pp.38-39).

Exemplo de humildade: o
professor que oferece por exemplo lápis há um aluno sem esperança de receber
algo em troca.

 

IMPARCIALIDADE:

É
uma qualidade tão importante que assume as características do dever, pois se
destina a se contrapor aos preconceitos, a reagir contra os mitos (em nossa época
dinheiro, técnica, sexo…), a defender os verdadeiros valores sociais e
éticos, assumindo principalmente uma posição justa nas situações que terá que
enfrentar.

“Para
ser justo é preciso ser imparcial, logo a justiça depende muito da imparcialidade
(Aristóteles, p.39).

Exemplo de imparcialidade: um
árbitro de futebol beneficia a equipe para o qual troce, ele esta sendo
parcial.

OTIMISMO:

“Em
face das perspectivas das sociedades modernas, o profissional precisa e deve
ser optimista, para acreditar na capacidade de realização da pessoa humana, no
poder do desenvolvimento, enfrentando o futuro com energia e bom-humor.”
(Cortina p. 40).

“Em
resumo, o optimismo “deve entender-se como uma característica ou tendência mais
ou menos estável da pessoa, em circunstâncias normais da vida, e que tende a
prevalecer mesmo em circunstâncias adversas” (Barros, 2010, p. 67) apud Victirino,A.,Morgado,S.,
Sequeira,J.(p.340). 

No entanto, para estes autores, optimismo não provem apenas
da inteligência ou cognitiva, mas também de um grande componente emocional e
motivacional.


Conclusão:

Levando-se
em consideração que o termo Ética refere-se ao comportamento certo e errado
conclui-se que: 

virtudes profissionais,
não obstante os deveres de um profissional, os quais são obrigatórios, devem
ser levadas em conta as qualidades pessoais que também concorrem para o
enriquecimento de sua actuação profissional, algumas delas facilitando o
exercício da profissão. 

É bom, porém, não confundir compreensão com fraqueza,
para que o profissional não se deixe levar por opiniões ou atitudes, nem
sempre, válidas para eficiência do seu trabalho, para que não se percam os
verdadeiros objectivos a serem alcançados pela profissão. 

Vê-se que a
compreensão precisa ser condicionada, muitas vezes, pela prudência. 

A
compreensão que se traduz, principalmente em calor humano pode realizar muito
em benefício de uma actividade profissional, dependendo de ser convenientemente
dosada.

  
Bibliografia:

Cortina, A. Ética
Mínima. Introdução a La filosofia prática
. 9 ed. Madrid: Tecnos, 2004.


Victirino,A.,Morgado,S.,
Sequeira,J.(2011). O mundo pertence aos optimistas.  Estudo Exploratório sobre
optimismo em diferentes idades.
Revista Psicológica. Franca.               
 

Leave a Response

error: Content is protected !!